
• • • GLAMOUR GUETTA• • •
As faixas sensuais de house de David Guetta conquistam cada vez mais pistas, de Paris ao Rio de Janeiro, mas a elite da dance music no mundo todo vira a cara e se divide entre seu mercantilismo ostensivo e sua imagem glamorosa. James Kendall foi até Zurique para descobrir qual é a desse moço.
A Revista Dj Mag navegou pelos bastidores do clube
Q como naquela cena de "Os Bons Companheiros", de Martin Scorsese. Conforme passamos pelo bar e entramos por uma porta secreta – tapinhas nas costas e muitos sorrisos –, o local já está eletrizado. Entramos então na cabine e tantos flashes disparam que parece que estamos no tapete vermelho com um astro do cinema.
Caraca, o David Guetta é famoso! Mas isso a gente já sabe. A gente sabe que ele é o DJ mais popular de house no mundo por causa da sua décima colocação no mais recente top 100 da DJ MAG. A gente sabe que ele é bonito por causa das fotos de divulgação. A gente sabe que ele tem uma esposa linda por causa da capa dos seus álbuns mixados. Mas o que a gente não sabe é se ele é bom mesmo ou se é só fachada. Estamos em Zurique e estamos prestes a ficar chocados.
David Guetta não vive no underground e com isso acaba adotando uma posição desconfortável no mundo da dance music. Depois de anos de heróis sem rosto da música eletrônica timidamente tocando de cabeça baixa, a gente não gosta de quem se esforça. E Guetta parece uma pessoa esforçada: über-gigs superbadaladas, festas pretensiosas e álbuns que misturam pop e house music. Mas para cada noite que ele toca na Pacha de Ibiza, na famosa festa Fuck Me I’m Famous, o DJ toca outra na Space – e sempre se apresenta em algum festival enlameado. Ele pode viver parte de sua vida sob os holofotes, mas muito dela acontece nas sombras.
“Talvez o fato de eu ser francês explique meu gosto por um pouco de glamour”, diz ele, a respeito da percepção de alguns da comunidade da dance music, opinião da qual ele não tem culpa. “Faz parte do meu mundo. Gosto que as pessoas estejam acrescentando alguma coisa à festa ao se montar. Eu gosto de ser sexy, tenho mais a ver com sensualidade que com dinheiro.” Para embasar a declaração, ele jura que nunca toca em clubes só para VIPs ou em festas exclusivas.
Se tudo o que você conhece do David é aquela imagem garbosa, você deve estar tão surpreso quanto a gente ficou ao ver como ele é delicado na vida real, mesmo na aparência. Melhor que a sensualidade que ele vende na capa dos seus discos, ele traz uma sinceridade que expõe sua personalidade amistosa e relaxada. David claramente sabe como criar um look – hoje ele está vestido de maneira simples, com uma camiseta rara do Justice, ao invés do terno e dos óculos escuros que alguns poderiam estar esperando –, mas ele é uma pessoa muito mais sentimental do que a gente imaginava.
“Fico muito feliz ouvindo isso”, ele sorri, radiante. “Porque tudo o que estou tentando fazer – em minha discotecagem, em minhas produções – está relacionado a compartilhar emoções. Quando estou fazendo música no estúdio, isso é tudo o que busco. É o que mais importa. No fundo sou só um cara legal, sabe?”
E quer saber? Ele é um cara legal. Raramente há um momento de silêncio quando fala com paixão e interesse sobre uma variedade de assuntos e, como ele não está aí para falsa modéstia, nunca parece que ele está se gabando. Nem mesmo depois de encarar um dos públicos mais entusiasmados que a gente já viu.
No clube Q, os gritos são como se os Beatles estivessem no palco, conforme ele abaixa a última música e vai para o microfone. Depois de dizer o quanto considera aquela noite especial, David apresenta o set com uma abertura que explode em uma a capella arrebatadora para todo mundo cantar junto. “É muito difícil mostrar o que faço na noite em um CD”, ele explica. “Eu interajo muito com as pessoas, uso efeitos, remixo ao vivo. É o tipo de coisa que não dá para fazer muito em um CD, mas espero que vendo a pista vocês consigam sentir uma parte da energia que rola.”
“Tudo o que estou tentando fazer – na minha discotecagem, nas minhas produções – está relacionado a compartilhar emoções... É o que mais importa”
fonte: revista dj mag brasil
- O que importa é pra MIM, ele é o melhor de todos os tempos! Claro que não tem niguem igual a ninguem, Armin Van Buuren, Bob Sinclar, Carl Cox e tantos outros são sensacionais tb, cada um em seguindo a sua linha!!! Porém, se analizarmos pelo um conjunto da "coisa" Guetta é disparadamente o Dj performance, Dj Pick Up e td mais de lindoooooooooooooo rs.... -